


Cinema e Psicanálise, ambos com marco inicial no mesmo ano de 1895 e suas relações nem sempre cordiais, por vezes idealizadas. O Cinema, um dos maiores - senĂŁo o maior entretenimento de massa da primeira metade do sĂ©culo XX, perde campo a partir dos anos 1950 para a televisĂŁo e outras mĂdias audiovisuais, alĂ©m de vir a sofrer modificações no suporte pelĂcula-projeção-tela para a gravação digital com maior facilidade de reprodutividade individual, reduzindo o antes exclusivo formato de exibição original em enormes salas nas quais as plateias compartilhavam os filmes de modo coletivo. Paralelamente, a Psicanálise criada em Viena por Freud tambĂ©m passa a sofrer ataques e relativo desprestĂgio, modificando-se o formato original do setting estabelecido por Freud: seja com o "tempo lĂłgico" lacaniano, seja com a frequĂŞncia menor de sessões; e ainda: por divergĂŞncias dentro e fora do campo psicanalĂtico, mas especialmente pelos questionamentos advindos dos avanços na psicofarmacologia e por parte de alguns estudiosos das neurociĂŞncias. O humanismo de parte expressiva do chamado "Cinema de autor" das primeiras dĂ©cadas seguintes Ă II Guerra perde espaço para espetáculos de efeitos especiais que levam de volta o Cinema Ă s suas origens de ilusionismo para antigos parques de diversões e feiras. E o humanismo das teorias psicanalĂticas de Freud e seguidores tambĂ©m se defronta com outras formas de psicoterapias comportamentais sem privilĂ©gio do sujeito. Caminhos paralelos por mera coincidĂŞncia? Conferencista: Luiz Fernando Gallego Debatedores: Alessandra A. M. Parente (FFLCH-USP) Massimo Canevacci (IEA-USP) Moderador: Sergio Paulo Rouanet Mais informações - ###
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